Dia 26
de junho, é o dia mundial de combate às drogas e é comum que as campanhas que
visam desestimular seu consumo mostrem pessoas praticamente já destruídas por
elas. As imagens, embora fortes, podem
não atingir os potenciais usuários e os iniciantes. Nesta fase eles estão com a
autoestima elevada e um contraste tão extremo passa a sensação de que isto
nunca acontecerá com eles. É preciso explicar como se chega lá e iniciar
admitindo que as drogas causam prazer sim, e, por isso, viciam. Elas atuam
diretamente sobre o sistema de recompensa do cérebro, o qual é responsável pela
sensação de prazer nas situações cotidianas normais, gerada pela liberação de
dopamina. Sob o efeito das drogas, a quantidade de dopamina liberada é muito
maior, proporcionando uma sensação intensa de prazer. Esta ativação exagerada, no entanto, é
agressiva para o cérebro, que irá se defender. Como? Reduzindo o número de
receptores para a dopamina. Assim, mesmo
que a quantidade liberada pela droga seja a mesma, apenas uma porção cada vez menor irá
efetivamente se ligar aos neurônios. Este é o mecanismo da dependência e faz
com que o sistema de recompensa do cérebro se torne menos sensível ás drogas. O
usuário ficará também insensível aos prazeres do
dia a dia, que serão abandonados. Apenas
doses maiores e mais frequentes da droga conseguirão proporcionar o bem-estar
almejado. Assim, a pessoa em questão passará a apelar para drogas mais potentes
e a vida passará a girar em torno de obtê-las. Existe uma predisposição genética que determina maior risco de
dependência em determinados indivíduos e fatores ambientais agravantes. No
entanto, a dependência é
um mecanismo cerebral involuntário que ocorre automaticamente, independente da
vontade e do controle do indivíduo. É o cérebro quem se vicia. Portanto, é possível, sim,
chegar ao fundo do poço. Para evitar este desfecho, a única garantia é não arriscar!
Portanto, deixe o seu cérebro se “viciar“ apenas em atividades saudáveis como
esportes, cultura, música, viagens, amizades... Drogas, é possível ser feliz
sem elas!
Nenhum comentário:
Postar um comentário